Blog

Saúde mental: quando é possível pedir aposentadoria por invalidez?

saúde mental

Libere o conteúdo completo

Quer acessar nossos conteúdos exclusivos? Cadastre-se gratuitamente e tenha acesso liberado ao nosso blog!

A saúde mental é um tema cada vez mais presente no mundo do trabalho. Depressão, transtorno de ansiedade generalizada, síndrome de burnout e outras condições psicológicas têm levado muitos trabalhadores a se afastarem de suas atividades. Mas, afinal, quando esses problemas podem levar à aposentadoria por invalidez pelo INSS?

A seguir, vamos explicar quais condições a legislação considera, em que situações elas podem resultar nesse tipo de aposentadoria e como fazer o pedido de forma correta, evitando erros que possam prejudicar o benefício.

O que é a aposentadoria por invalidez no caso de doenças mentais

A aposentadoria por invalidez, atualmente chamada aposentadoria por incapacidade permanente, é um benefício do INSS concedido quando o trabalhador, por motivo de doença ou acidente, não tem mais condições de exercer qualquer atividade profissional e não pode ser reabilitado para outra função.

Quando falamos de saúde mental, isso significa que o transtorno precisa ser grave o suficiente para impedir o exercício do trabalho de forma definitiva, comprovado por laudos e perícias médicas.

Quais transtornos mentais podem levar à aposentadoria por invalidez

A legislação não traz uma lista fechada, mas, na prática, algumas condições são mais recorrentes nos pedidos desse tipo de benefício:

  • Depressão grave e recorrente
  • Transtorno de ansiedade generalizada severo
  • Esquizofrenia
  • Transtorno bipolar em estágio avançado
  • Síndrome de burnout grave
  • Transtornos psicóticos crônicos

O ponto principal é que a doença comprometa totalmente a capacidade de trabalho, sem perspectiva de melhora que permita o retorno à atividade.

Como o trabalhador deve fazer o pedido

O primeiro passo é ter um histórico médico consistente, com relatórios de psiquiatras e psicólogos, exames complementares (quando aplicável) e registros de afastamentos anteriores.

O pedido deve ser feito pelo Meu INSS (site ou aplicativo), na opção “Benefício por incapacidade permanente”. O trabalhador passará por perícia médica do INSS, que avaliará a gravidade e a possibilidade de reabilitação para outra função.

Caso entenda que a incapacidade é temporária, o perito poderá conceder auxílio por incapacidade temporária (auxílio-doença) ao invés da aposentadoria.

Carência e regras para concessão

Na maioria dos casos, é necessário ter pelo menos 12 contribuições mensais ao INSS para ter direito à aposentadoria por invalidez.

No entanto, essa carência é dispensada quando a incapacidade decorre de doenças graves previstas em lei, ou em casos de acidente de qualquer natureza. Para transtornos mentais, a carência costuma ser exigida, salvo se o problema for decorrente de acidente ou de agravamento rápido e incapacitante.

O que fazer em caso de negativa do INSS

Se o benefício for negado e o trabalhador entender que possui direito, é possível entrar com recurso administrativo no próprio INSS ou buscar a via judicial. Nessa etapa, contar com um advogado previdenciário pode aumentar as chances de êxito, já que será possível apresentar novas provas e solicitar perícia judicial.

A importância de buscar orientação especializada

Problemas de saúde mental podem ser incapacitantes e afetar profundamente a vida profissional e pessoal do trabalhador. A aposentadoria por invalidez nesses casos exige comprovação robusta e atenção a todos os requisitos legais.

Se você está nessa situação ou conhece alguém que possa estar, procure um advogado especializado em direito previdenciário para avaliar o caso, reunir a documentação necessária e garantir que seus direitos sejam respeitados.

Em caso de dúvidas, entre em contato com os nossos escritórios pelos links de WhatsApp ao lado.